
Convite
Desenho vectorial, 2004
Design: João Marçal
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Repetição e diferença de João Marçal
Salão Olímpico 9 de Janeiro de 2004
Nas ciências exactas, tais como a matemática ou a estatística a repetição é o origina o padrão; essa consolidação de dados em posições que pautam pela facilidade de reconhecimento; qualquer diferença origina o desvio, daí existir mecanismos normalizadores tais como o desvio-padrão, pois procura-se uma verdade, o erro é a diferença: valores que fogem ao padrão.
A repetição na narrativa é o repisar, o voltar a dizer, que quando não é uma justa lembrança ganha os contornos de ruído ou de erro, aqui a diferença é que parece ser o “padrão normalizador”. Como que dizendo, para evoluir num qualquer discurso não nos devemos estar constantemente a repetir.
Só nestes dois pequenos exemplos podemos de facto observar quanto de repetição e de diferença necessitamos todos nós para achar o nosso grau de normalidade... jogo de equilíbrio entre o nosso repetitivo quotidiano que sejamos francos é nos útil assim e as pequenas fugas a ele que são necessárias.
Na obra de João Marçal a repetição poderá ser entendida como a estrutura e por haver uma diferença podemos conceber o movimento. Uma espécie de processo reflectivo, para formas cúbicas de um logótipo conhecido que nunca foi processo pois todos eles estão expostos como forma. Aqui novas questões se poderão levantar: a repetição realça a diferença? Ou é precisamente o contrário? É nesta complexidade discursiva que cubos agfa “posam” numa ordem de relações e possibilidades formativas, executivas e interpretativas, mas sempre dialogantes.
A repetição na narrativa é o repisar, o voltar a dizer, que quando não é uma justa lembrança ganha os contornos de ruído ou de erro, aqui a diferença é que parece ser o “padrão normalizador”. Como que dizendo, para evoluir num qualquer discurso não nos devemos estar constantemente a repetir.
Só nestes dois pequenos exemplos podemos de facto observar quanto de repetição e de diferença necessitamos todos nós para achar o nosso grau de normalidade... jogo de equilíbrio entre o nosso repetitivo quotidiano que sejamos francos é nos útil assim e as pequenas fugas a ele que são necessárias.
Na obra de João Marçal a repetição poderá ser entendida como a estrutura e por haver uma diferença podemos conceber o movimento. Uma espécie de processo reflectivo, para formas cúbicas de um logótipo conhecido que nunca foi processo pois todos eles estão expostos como forma. Aqui novas questões se poderão levantar: a repetição realça a diferença? Ou é precisamente o contrário? É nesta complexidade discursiva que cubos agfa “posam” numa ordem de relações e possibilidades formativas, executivas e interpretativas, mas sempre dialogantes.
texto de Rui Ribeiro (membro fundador do Salão Olímpico)
